Percepção fônica de línguas não nativas no arcabouço da cognição e do realismo indireto

  • Reiner Vinicius Perozzo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: percepção de sons não nativos, cognição, realismo indireto

Resumo

O presente artigo problematiza a percepção de sons linguísticos não nativos segundo os preceitos de um dos mais influentes modelos de percepção difundidos na literatura em aquisição de segunda língua, o Perceptual Assimilation Model for Second Language Speech Learning (PAM-L2), desenvolvido por Catherine Best e Michael Tyler em 2007. Especificamente, vislumbra-se uma discussão sobre os aspectos cognitivos e filosóficos que envolvem a percepção de elementos fônicos não nativos segundo o referido modelo, em que se questiona o quão direto pode ser o evento perceptual a propósito da linguagem e de seu sistema de sons. Como alternativa ao referencial teórico original do PAM-L2, propõe-se uma nova caracterização dos aspectos cognitivos e filosóficos do modelo, a qual sugere que o evento perceptual seja amplamente licenciado por recursos cognitivos, alicerçados sobre as contribuições das neurociências e da psicologia cognitiva, e empreendido segundo as concepções filosóficas do realismo indireto.

Publicado
2017-12-31
Como Citar
PEROZZO, R. Percepção fônica de línguas não nativas no arcabouço da cognição e do realismo indireto. Gradus - Revista Brasileira de Fonologia de Laboratório, v. 2, n. 1, p. 52-72, 31 dez. 2017.
Seção
Artigos