BiPhon-OT: Modelo Bidirecional de Fonologia e Fonética

Autores

  • Carmen Lúcia Barreto Matzenauer Universidade Federal de Pelotas
  • Roberta Quintanilha Azevedo Instituto Federal Sul Rio-Grandense

Palavras-chave:

BiPhon-OT, Fonologia e Fonética, Níveis Representacionais, Compreensão e Produção Linguísticas, Restrições de Fidelidade, de Estrutura e de Pista

Resumo

O foco deste artigo está na caracterização do BiPhon-OT, modelo de Fonologia e Fonética proposto por Paul Boersma. Constitui-se em um modelo de gramática, que adota o suporte da Teoria da Otimidade, e em um modelo de processamento, que congrega a compreensão e a produção linguísticas, expressas por dois módulos na sua arquitetura, o que lhe atribui a particularidade de ser bidirecional. Para dar conta de fenômenos fonético-fonológicos de dados linguísticos, adota três níveis de representação: um nível de natureza fonética, expresso pela :?Forma Fonética?:, e dois níveis de natureza fonológica, expressos pela /Forma Fonológica de Superfície/ e pela |Forma Fonológica Subjacente|. Associado à OT Estocástica e, por conseguinte, a um algoritmo de aprendizagem (*Gradual Learning Algorithm -- GLA*), o BiPhon articula esses níveis representacionais por meio de três tipos de restrições: Restrições de Fidelidade, Restrições de Estrutura e Restrições de Pista, e visa alcançar a adequação explicativa por meio de simulações da linguagem, acomodando, assim, efeitos gradientes e generalizações probabilísticas. Visando à exemplificação do funcionamento do BiPhon-OT, este artigo traz um exercício teórico de análise e formalização do fenômeno da epêntese vocálica, no Português Brasileiro (PB), com simulações desse processo fonético-fonológico no sistema da língua, levando em conta os módulos da Compreensão e da Produção, com dados emprestados de Quintanilha-Azevedo. O exercício teórico traz a formalização, no modelo BiPhon-OT, do fenômeno da epêntese na sequência heterossilábica 'p.t' em coda medial no PB.

Biografia do Autor

Carmen Lúcia Barreto Matzenauer, Universidade Federal de Pelotas

Possui Mestrado e Doutorado em Letras, na área de Linguística Aplicada, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. É Professora Titular pela Universidade Católica de Pelotas; é Professora do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Pelotas e pesquisadora Nível 1A do CNPq. Tem, como focos de interesse, as áreas de Aquisição da Fonologia, Teoria Fonológica, Fonologia do Português, Variação Fonológica e Fonologia Clínica. 

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Roberta Quintanilha Azevedo, Instituto Federal Sul Rio-Grandense

Possui Mestrado e Doutorado em Letras, na área de Linguística Aplicada, pela Universidade Católica de Pelotas, com doutorado sanduíche na Universidade de Lisboa (Portugal). É Economista do Instituto Federal Sul Rio-Grandense, atualmente cedida para a Advocacia Geral da União (AGU/SP) Tem, como focos de interesse, as áreas de Aquisição da Fonologia, Teoria Fonológica, Fonologia do Português e Variação Fonológica. 

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Publicado

2022-08-19

Como Citar

BARRETO MATZENAUER, C. L.; QUINTANILHA AZEVEDO, R. BiPhon-OT: Modelo Bidirecional de Fonologia e Fonética. Gradus - Revista Brasileira de Fonologia de Laboratório, Curitiba, v. 7, n. 1, 2022. Disponível em: https://gradusjournal.com/index.php/gradus/article/view/178. Acesso em: 1 out. 2022.

Edição

Seção

Artigos